Na margem daquele mar
Por onde tantas vezes caminhoEu não consigo deixar de sonhar
E sempre deixo o meu olhar
Pelas águas vagueando sozinho.
Sigo as ondas a diluírem-se em espuma
São baixinhas, não vou mergulhar
Enquanto as vou contando uma a uma
Elas amorosas salpicam me a brincar
Ah ! Como eu gosto de sentir
a areia molhada
Esperando os meninos para ser moldada
E eu.... nela um lindo coração desenhar
Gosto de ouvir a melodiosa voz do mar
Sentir a maresia da água salgadaNo meu rosto o sol colorir e a brilhar
E no pensamento sentir que sou amada.
Seguindo a rotina praia além
Vejo muita gente e não vejo ninguém
Estou só na minha ladainha a rezar
Falo da saudade que me escraviza
Mas só na margem daquele mar
Suas ondas na minha onda suaviza
E dá mais vida á minha forma de pensar
Luz Violante
Amor , 2019
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