AQUELE MAR
Eu sou aquele mar embravecido
Que em mim se agita furiosamente
Como se fosse um vulcão;
Perverte o meu ser, o meu sentido
Faz-me explodir silenciosamente
Numa constante inquietação.
E eu sou nesse mar
Nessa grande imensidão
Lágrimas que em gotas de tristeza
Se formam em ondas de agitação
Que não descansam, nem se cansam
De balançar meu coração.
E sempre em movimento
Eu sou aquele mar que teme
Que grita, que chora, que geme
E se espuma de raiva no meu pensamento.
Eu sou naquele mar
A tempestade que me envolve
Nos gritos de silêncio que me remove
E me faz chorar baixinho
Por não poder bem alto gritar
O amor ,o afecto, o carinho
Que não tenho nem sinto
Na minha força de remar
Eu sou aquele mar
Em que a fúria das ondas
Se batem freneticamente
Em todas as faculdades do meu ser
Salpicam de angustia o meu viver
E me fazem remar.... remar...
Á deriva, perdidamente
Amor, 93
Maria da Luz VIolante

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