VARANDA
Varanda aberta para o mar
O café da manhã sobre a mesa
Marulha calmo o rei da natureza
E as gaivotas perpassam o meu olhar.
As nuvens pelo céu a passear
Desdobram-se em requintes de beleza
Vão deixando minha alma presa
Num cenário altamente espectacular.
O calor do sol, o vento e a maresia
Misturado com o odor do pinhal
Embriagam minha doida fantasia
Á noite o lume tudo incendeia
E tudo bebo num trago divinal
Numa onda de paz que em mim ondeia
Pedrogão, 25, Fevereiro, 2001
Maria da Luz Violante

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