MANHÃS DE VERÃO
O sol espreita por detrás das encostas
Ás manhãs de verão cheias de orvalho
Sobre as picotas se curvam as costas
Em notas musicais do árduo trabalho.
Os trinados das aves são alvoradas
A frescura vai regando os milheirais
O ribeiro perpassa as terras rasgadas
Em sintonia com o gorjeio dos pardais.
Nas hortas florescem sorrisos de jardins
Pela brandura das doces madrugadas
E os campos são verdadeiros festins
Depois da manhã, o regresso a casa
Com paz a bailar nas vidas cansadas
E o café esperando ao calor da brasa.
Cumeira, Verão de 2005
Maria da Luz Violante

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