ASAS DE LIBERDADE
Rompi cadeias,
Derrubei obstáculos
E voei... voei...
Nas asas da liberdade
E numa onda de felicidade
Voei sobre a terra ,sobre o mar
Numa ânsia de flutuar
De espírito aberto, bem solto
Alegre como um passarinho
Deixei para trás um mar revolto
E mergulhei num mar mansinho.
Ainda voei sobre a maré cheia
E depois dum voo rasante
Sacudi as asas na fina areia
Noutro voo saltitante.
Sobrevoei as lindas casas
E numa delas entrei
Desdobrei as minhas asas
E feliz me espreguicei
Na maior tranquilidade
Eu respirei ar puro da amizade
Entre a Fatica e a Nanda
Neste panorama me deslumbrei
Olhei através da varanda
Saltando, voando no infinito
E tudo me parecia mais bonito
E neste tudo me deleitei:
Os pinheiros baloiçando
Chuva miudinha caindo
O mar marulhando
E o sol de vez em quando
Aparecia sorrindo
O vento soprava
A lareira ardia
Junto a ela se gargalhava
Tanta escrita a por em dia
Muito se falava
Até de sonhos e astrologia
Também se rezava
PAI-NOSSO AVÉ- MARIA
E já na cama deitada
Ainda se conversava
Ouvindo a voz do mar
Era uma doce melodia
Pró meu sono embalar
Mas eu não dormia
Continuava a voar
Neste mar de magia.
Pedrogão, 28, 3, 99
Maria da Luz Violante

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