PROVAÇÃO
Tão grande deve ser o meu pecado
Para andar comigo a meu lado
Como se fosse pertença sua
Mesmo sem lhe dar permissão
Com mãozinhas de algodão
Vai-me despindo até me deixar smi-nua.
Assim me vejo vazia, um nada
Ao ver-me ferida e tão atraiçoada
Por aquele mafioso do inferno
Aprisionou-me de pé e mão
Fez-me sentir erva no chão
Ao tocar-me pelas forças do inverno.
Mas nem por isso fico derrotada
Ao ser atingida no que eu mais amava
E tudo o mais que eu dava valor
Meu safado não rias á gargalhada
Que minha alma jamais será tocada
Porque tenho por Deus muito amor.
Sua Poderosa Mão se estende de bondade
Ao permitir do mafioso a crueldade
Para me fazer mais fiel na provação
Mesmo com lágrimas nos olhos
Pelas emoções, por tantos abrolhos
Eu sei que depois do frio vem o calor do verão
Amor, 27, 6, 98
Maria da Luz Violante

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