UMA BRISA DE VENTO
Finalmente soprou bom vento
Que nos levou á praia numa rajada
Minhas amigas á quanto tempo
Não fazíamos uma noitada.
Como eu já tinha saudade
Desta nossa cumplicidade
Junto ao calor da lareira
A Fatica atiça a fogueira
A Nanda que é a super Mãe
Cuida de nós, trata-nos bem
Massajando qualquer canseira
Olhando o lume a crepitar
Á volta dele tudo se cozinha
Desde a conversa mais miudinha
Àquela de fazer gargalhar
Mas o vento enciumado
Envia uma brisa do outro lado:
--Meninas são horas de deitar!
Responde serenamente a Nanda
Daqui ninguém desanda
Já que sopraram bons ventos
Só temos é que aproveitar
Amanhã será um novo dia
Virão os maridos e os rebentos
Que são toda a nossa energia
A razão do nosso viver
Tanto a ensinar
Tanto a aprender
Com esta nova geração
Já vai longo o serão
E o lume a querer desmaiar
Agita-se mais uma vez o tição
Ainda temos muito que falar
Não há noite nas horas avançadas
Nem dias sem madrugadas
Nem respostas sem perguntas
Mas há sim,uma certa magia
Que quando estamos juntas
Para nós é sempre meio dia.
Pedrogão, 17, 11, 07
Maria da Luz Violante
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